Imperfeito
"Não iremos ser perfeitos. Se fossemos perfeitos não seríamos humanos." Texto Básico, p. 35
Todos nós tinham os expectativas sobre uma vida em recuperação. Alguns pensavam que a recuperação tornar-los-ia imediatamente capazes de arranjar emprego ou de fazer aquilo que quisessem. Ou talvez nos tivéssemos imaginado perfeitamente à vontade no nosso relacionamento com os outros. Quando paramos para pensar, vemos que julgávamos que a recuperação ia tornar-nos perfeitos. Não esperávamos continuar a cometer muitos erros. Mas cometemos. Isso não é o nosso lado adicto a aparecer; isso é ser-se humano. Em Narcóticos Anónimos esforçamo-nos por recuperar, e não por ser perfeitos. A única promessa que nos fizeram foi a libertação da adicção activa. A perfeição não é um estado alcançável para um ser humano. Não é uma meta realista. O que muitas vezes procuramos na perfeição é libertar-nos do desconforto de cometer erros. Em troca dessa libertação do desconforto, damos a nossa curiosidade, a nossa flexibilidade e o espaço para crescermos. Podemos considerar essa troca: Queremos viver o resto da nossa vida no nosso pequeno mundo bem definido, seguro mas talvez sufocante? Ou desejamos aventurar-nos no desconhecido, arriscar, e alcançar tudo o que a vida tem para dar?
Só por hoje:
Eu quero tudo o que a vida tem para oferecer e tudo o que a recuperação pode proporcionar-me. Hoje vou arriscar, tentar qualquer coisa nova, e crescer.