QUINTO CONCEITO

Para cada responsabilidade atribuída à estrutura de serviço, deverá ser claramente definido um ponto único de decisão e de responsabilização.

A chave para se aplicar o Quinto Conceito está na definição da tarefa que é preciso levar a cabo e a forma mais fácil de o aplicar será logo desde o início da tarefa. Ao criarmos uma tarefa de serviço deveremos considerar o tipo de autoridade que temos de delegar para que a tarefa seja cumprida e o tipo de responsabilização que deveremos exigir daqueles a quem estamos a confiar a tarefa. Um dado servidor de confiança, um comité ou comissão de serviço, deverá então ser designado como centro único de decisão e de responsabilização para essa tarefa. Este princípio simples aplica-se a todos os serviços providenciados em Narcóticos Anónimos, desde o grupo até aos nossos serviços mundiais.
Quando decidimos que uma dada tarefa de serviço deverá ser feita e dizemos claramente que servidor de confiança, comité ou comissão de serviço, detém a autoridade para realizar a tarefa, evitamos confusões desnecessárias. Não teremos dois comités a tentar realizar a mesma tarefa, a duplicar esforços ou a discutir sobre autoridade. Os relatórios de um projecto vêm directamente do ponto único de decisão para o projecto, fornecendo a melhor informação disponível. Uma responsabilidade de serviço que seja atribuída pode ser realizada rápida e directamente, pois não existem dúvidas sobre a quem pertence a responsabilidade. E se surgirem problemas num projecto, sabemos exactamente onde ir para os resolver. Fazemos bem em especificar claramente a quem é dada a autoridade para cada responsabilidade de serviço.
O ponto único de decisão que definimos para cada responsabilidade de serviço é também um ponto único de responsabilização. Tal como já vimos no Quarto Conceito e como iremos ver à frente no Oitavo Conceito, a responsabilização é uma característica central da maneira de servir em NA. Quando atribuímos aos nossos servidores de confiança a responsabilidade por uma determinada tarefa de serviço, tornamo-los responsáveis pela autoridade que lhes delegámos. Esperamos que eles se mantenham acessíveis, mantendo-nos regularmente ao corrente dos seus progressos e consultando-nos acerca das suas responsabilidades.
Responsabilização não significa que deleguemos autoridade para logo a seguir irmos buscá-la. Significa simplesmente que queremos ser informados das decisões que os nossos servidores de serviço vão considerando, à medida em que enfrentam as tarefas que lhes atribuímos, queremos ter a oportunidade de influenciar essas decisões, especialmente se elas nos afectarem directamente e queremos ser mantidos ao corrente de cada responsabilidade que atribuímos à estrutura de serviço, para que, caso haja problemas, possamos tomar parte na sua resolução.
O Quinto Conceito ajuda-nos a delegar responsavelmente a nossa autoridade sobre os serviços de NA. Ao aplicarmos o Quinto Conceito, fazemos um contrato simples e directo com os nossos servidores de confiança. Eles ficam a saber, desde o inicio, o que lhes estamos a pedir, que decisões é que deverão tomar sozinhos e em que grau é que os tornaremos responsáveis pelas tarefas de serviço que realizam em nosso nome. A aplicação do Conceito Cinco não constitui uma tarefa para se encarar de ânimo leve. Exige que consideremos cuidadosamente as tarefas de serviço que queremos ver feitas; que designemos claramente quem deverá realizar esse trabalho; que deleguemos a autoridade para o fazer e que mantenhamos a responsabilização por essas tarefas. A aplicação consciente do Conceito Cinco exige esforço, mas os resultados valem bem esse esforço.