TERCEIRO CONCEITO

Os grupos de NA delegam na estrutura de serviço a autoridade necessária para cumprir as responsabilidades que lhe estão atribuídas.

Os grupos da NA detêm a responsabilidade e a autoridade final pela estrutura de serviço que criaram. Mas, se tiverem de envolver-se directamente na tomada de decisões para todos os nossos comités e comissões de serviço, ficarão com pouco tempo ou energia para transmitirem a mensagem de recuperação nas suas reuniões. Por esta razão, os grupos delegam na estrutura de serviço a autoridade para tomar as decisões necessárias ao cumprimento das tarefas que lhe são confiadas.
A delegação de autoridade pode ajudar muito a libertar tanto os nossos grupos como os nossos serviços. As decisões de serviço, que não afectem directamente os grupos, podem ser tomadas imediatamente; as nossas linhas telefónicas, os painéis de H&I, os trabalhos de informação pública e os projectos de desenvolvimento de literatura, podem avançar a toda a velocidade para servirem o propósito primordial de NA. E os nossos grupos, aos quais não é exigido que ratifiquem todas as decisões tomadas em seu nome em todos os níveis de serviço, ficam livres para dedicarem toda a sua atenção a transmitir a mensagem de NA nas suas reuniões.
É costume utilizarmos moções e linhas orientadoras para nos ajudarem a aplicar o Terceiro Conceito tal como descrevermos claramente cada tarefa que queremos ver realizada e o tipo de autoridade que estamos a delegar naqueles que irão levá-la a cabo. No entanto, até mesmo o conjunto mais exaustivo de linhas orientadoras não pode ter em conta todas as eventualidades. Os nossos servidores de confiança irão servir-nos melhor quando lhes dermos liberdade para exercitarem o seu melhor juízo no cumprimento das responsabilidades que lhes atribuímos. Os nossos serviços deverão manter-se directamente responsáveis perante aqueles a quem servem, mas deverá igualmente ser-lhes dada uma certa liberdade de acção no cumprimento dos seus deveres. O grupo, comité ou comissão de serviço deverá consultar a sua consciência colectiva para chegar ao seu próprio entendimento da melhor forma de aplicar este conceito.
Por vezes, receamos que delegação vá significar uma perca de controle sobre os nossos serviços. Os Conceitos Um, Dois e Três, foram delineados para, em conjunto, nos ajudarem a manter a responsabilidade pela nossa estrutura de serviço, sem que limitemos os nossos servidores de confiança. O Terceiro Conceito encoraja os nossos grupos a concentrarem-se nas suas próprias responsabilidades, assegurando ao mesmo tempo que seja dada à estrutura de serviço a autoridade de que necessita para cumprir outros serviços de NA necessários. Os nossos Doze Conceitos não pedem aos nossos grupos que abdiquem da sua autoridade, deixando que a estrutura de serviço faça aquilo que quiser. Afinal de contas, os grupos estabeleceram a estrutura de serviço para que actue em seu nome e sob a sua direção. E quando os grupos necessitarem de exercitar a autoridade final em assuntos de serviço, são encorajados a fazê-lo. No entanto, em assuntos de rotina, os grupos delegaram nos nossos comités e comissões de serviço a autoridade prática necessária para realizar as tarefas que lhes foram designadas
A delegação de autoridade pode conter alguns riscos, se não a realizarmos responsavelmente responsabilidade. Para que o Terceiro Conceito funcione, os outros conceitos também deverão ser aplicados consistentemente. Mais importante ainda, deveremos dar uma atenção cuidada à selecção dos servidores em quem poderemos confiar. Não podemos delegar responsavelmente a autoridade àqueles que sejam fundamentalmente incapazes de administrar essa autoridade ou que não estejam dispostos a responsabilizarem-se inteiramente pelas suas acções. Contudo, se seleccionarmos cuidadosamente os nossos líderes, escolhendo aqueles em que possamos confiar para utilizarem responsavelmente a autoridade delegada no cumprimento das tarefas que lhes atribuímos, poderemos sentir-nos muito mais confortáveis com o conceito de delegação.
Quando damos uma tarefa aos nossos servidores de confiança, deveremos descrever-lhes adequadamente a tarefa que queremos ver realizada e prestar-lhes o apoio de que necessitem para a completarem. Depois, uma vez dadas as informações e prestado o apoio, deveremos delegar-lhes a autoridade necessária para tomarem decisões relacionadas com a tarefa que lhes foi confiada. Quando os nossos grupos delegam autoridade suficiente à nossa estrutura de serviço, já não precisam de ser sobrecarregados com a exigência de terem que tomar todas as decisões de serviço a todos os níveis de serviço e o propósito primordial da nossa irmandade poderá então ser inteiramente servido. Com o Terceiro Conceito firmemente no seu lugar, os grupos ficam livres para realizar reuniões de recuperação e transmitir a mensagem de NA directamente ao adicto que ainda sofre, confiantes de que a estrutura de serviço que criaram tem a autoridade de que necessita para tomar as decisões necessárias ao cumprimento das suas responsabilidades.