DÉCIMO PRIMEIRO CONCEITO

Os fundos de NA deverão ser utilizados para promover o nosso propósito primordial e deverão ser geridos com responsabilidade.

Os membros de NA por todo o mundo contribuem com dinheiro para ajudar a nossa irmandade a cumprir o seu propósito primordial. Compete a todo o elemento da nossa estrutura de serviço utilizar esses fundos para transmitir a mensagem de recuperação de NA o mais longe possível. Por isso, os nossos orgãos de serviço deverão gerir esses fundos com responsabilidade, prestando contas completas e precisas, àqueles que os fornecem.
Os fundos de Narcóticos Anónimos deverão ser sempre utilizados para prosseguir o nosso propósito primordial. O dinheiro serve para pagar as despesas relacionadas com a existência de reuniões de recuperação de NA, para informar o público sobre NA e para se chegar aos adictos que não podem ir a reuniões. É utilizado para desenvolver, produzir, traduzir e distribuir a nossa mensagem escrita e para reunir os nossos membros numa comunidade de serviço, dedicada à missão de divulgar a nossa mensagem, pelo mundo inteiro, a todos aqueles que dela necessitam. Tudo isto é feito em apoio ao objectivo espiritual de NA: transmitir a mensagem ao adicto que ainda sofre.
Os fundos para serviço não são fáceis de obter. Para cumprirmos o nosso propósito primordial, precisamos de todos os recursos financeiros ao dispor da nossa irmandade. Os nossos grupos, comités e comissões de serviço deverão utilizar com prudência o dinheiro que lhes damos, recusando-se a gastá-lo frívola ou exageradamente. Com o propósito primordial de NA em mente, os nossos serviços irão evitar gastar dinheiro desnecessariamente, utilizando o mais eficazmente possível os fundos que lhes são dados para transmitir a mensagem.
Uma forma de aplicarmos o Conceito Onze é estabelecendo claramente prioridades de despesas e conferindo cada despesa proposta com essa lista de prioridades. Muitos grupos, comités e comissões de serviço têm, nas suas listas de prioridades, mais items do que os seus orçamentos comportam. Nesses casos, só poderão ser custeadas as prioridades mais elevadas.
O dinheiro é apenas um dos recursos que devemos prioritarizar com responsabilidade. Embora o Décimo Primeiro Conceito se aplique directamente à gestão de fundos, tem também implicações na gestão de todos os nossos recursos de serviço. A maioria dos projectos dependem tanto de ideias, informação, consciência e o tempo e boa-vontade dos membros, como de dinheiro. Se tivermos os fundos necessários para se realizar um projecto, mas nos faltar o tempo ou as ideias, será melhor aguardarmos até termos reunido todos os recursos necessários, antes de prosseguir. Se não o fizermos estaremos a desperdiçar fundos de serviço de NA. Ao planearmos e prioritizarmos com responsabilidade os nossos esforços de serviço, deveremos considerar o quadro total de recursos e não apenas o aspecto financeiro.
Ao definirmos prioridades, poderemos ser tentados a olhar apenas para as nossas próprias necessidades, agarrando-nos demasiadamente aos fundos, gastando-os apenas nos nossos próprios projectos e negligenciando o nosso papel na providência de fundos necessários para todos os níveis de serviço. Esse tipo de raciocínio é contrário ao Décimo Primeiro Conceito. Bem no topo da nossa lista de prioridades deverá estar um compromisso para se prosseguir os objectivos de NA no seu todo. Para que NA forneça os serviços necessários para continuar a crescer e para cumprir o nosso propósito primordial por todo o mundo, o fluxo de fundos não deverá ser interrompido em nenhum ponto da nossa estrutura.
Ao mesmo tempo que os grupos são responsáveis por financiar os nossos serviços, são também responsáveis por gerir cuidadosamente as suas contribuições para o serviço. Ao contribuírem com dinheiro, os grupos deverão perguntar a si próprios o que é que será feito com esse dinheiro. Irá a ajudar a prestar serviços úteis aos grupos ? Irá ajudar a transmitir a mensagem ao adicto que ainda sofre ? Irá ser bem gasto pelo comité ou comissão de serviço ? Os nossos grupos são livres de decidir por si próprios com quanto é que irão contribuir para os diferentes níveis da nossa estrutura de serviço. Nós encorajamo-los a agirem assim e a fazerem-no com responsabilidade.
Isto não significa sugerir que os grupos destinem as suas contribuições a algumas subcomissões em particular. Os grupos criaram a estrutura de serviço não só para fornecer serviços em seu nome, mas também para coordenar esses serviços. Ao delegarem na estrutura de serviço a autoridade necessária para cumprir essas responsabilidades, os grupos delegaram também a autoridade para coordenar a distribuição dos recursos de serviço em cada nível de serviço. Assim, as necessidades e os objectivos de todas as áreas de serviço podem ser eficientemente equilibradas em relação ao total de recursos do orgão coordenador de serviço.
Uma comunicação clara e franca da nossa estrutura de serviço é a melhor maneira de ajudar os nossos grupos a contribuírem os seus fundos de forma responsável. Quando os grupos recebem relatórios completos e regulares sobre as actividades dos seus comités e comissões de serviço, começam a ver o quadro geral de serviço. Os grupos deverão ser informados também do custo dessas actividades. Esse tipo de comunicação ajuda a assegurar aos nossos grupos que as suas contribuições estão a ser utilizadas com responsabilidade.
As contribuições directas dos grupos para a nossa estrutura de serviço encorajam uma gestão responsável dos fundos de serviço e ajudam os nossos serviços a concentrarem-se no propósito primordial de NA. A nossa experiência diz-nos que quando nos comprometemos a financiar as tarefas de cada nível da estrutura de serviço, exclusivamente através das contribuições dos grupos, torna-se mais fácil manter uma ligação estreita entre os nossos grupos e as nossas outras unidades de serviço. Os nossos grupos tendem a estar mais atentos ao trabalho que está a ser executado em seu nome e à sua responsabilidade de proporcionar os necessários recursos financeiros aos seus comités e comissões de serviço. Quando todos os níveis da nossa estrutura de serviço recebem o seu apoio financeiro directamente dos grupos, os laços de responsabilidade mútua entre eles são fortalecidos. Além disso, ao libertarmos os nossos comités e comissões de serviço da necessidade de se envolverem em actividades de angariação de fundos, permitimos que essas unidades de serviço dediquem todas as suas energias ao cumprimento do propósito primordial de NA.
A responsabilização é um aspecto essencial da gestão financeira responsável de NA. Quando os membros de Narcóticos Anónimos proporcionam fundos aos grupos, comités, escritórios e convenções, a nossa estrutura de serviço é responsável por prestar contas de como esses fundos são utilizados. Os relatórios financeiros regulares, os livros abertos, as auditorias periódicas à contabilidade de NA, tal como são descritos nos vários guias elaborados para os tesoureiros de NA, ajudam os nossos membros a certificarem-se de que as suas contribuições estão a ser bem utilizadas e os nossos serviços a manterem-se financeiramente responsáveis perante aqueles a quem servem. Os relatórios dos tesoureiros ajudam-nos a ver de que modo os gastos com serviço vão ao encontro das prioridades que estabelecemos. Os registos financeiros consistentes ajudam-nos a elaborar planos realistas de despesas com futuras actividades de serviço. Os relatórios financeiros regulares e as auditorias também ajudam a desencorajar o roubo de fundos de serviço de NA e se houver roubo de fundos, as auditorias regulares asseguram que tais roubos não permaneçam muitos tempo sem serem detectados.
Ao contribuem com fundos para o serviço, os membros de NA esperam que o seu dinheiro seja utilizado com cuidado e apenas com o objectivo único de prosseguir o nosso propósito primordial. Ao aceitarem essas contribuições, os nossos grupos, comités e comissões de serviço assumem também o compromisso de utilizarem esses fundos para transmitir a mensagem de NA e de os gerir com responsabilidade.